Como aplicar SMED na prática: etapas, erros comuns e boas práticas

Operador de perfil, usando óculos de proteção e camiseta cinza, manuseando o painel de controle de uma máquina CNC em uma fábrica moderna e iluminada. Ao fundo, outros trabalhadores de uniforme azul caminham pelo galpão industrial.

Introdução

Após entender o que é SMED e para que ele serve, surge a pergunta inevitável: como aplicar SMED na prática sem gerar retrabalho, resistência ou frustração?

A implementação do SMED vai muito além de usar um cronômetro e tentar “ganhar minutos”. Quando bem aplicada, ela transforma o setup em processo estruturado, reduz variabilidade e libera capacidade produtiva real.

Mas, quando mal aplicada, gera ganho pontual e regressão rápida.

Neste artigo, você verá:

  • As etapas do SMED na prática
  • Os erros mais comuns na implementação
  • Boas práticas para sustentar resultados

 

Etapa 1: Escolher corretamente onde aplicar SMED

Antes de qualquer ação, é preciso definir onde aplicar.

Nem todo setup é prioridade. O ideal é escolher processos que:

  • Impactem diretamente o gargalo
  • Tenham tempo relevante dentro da jornada produtiva
  • Apresentem alta variabilidade
  • Influenciam estoques ou lead time

 

Aplicar SMED em processos periféricos dilui esforço e reduz impacto estratégico.

Se ainda não avaliou o impacto sistêmico do setup, vale revisar:
Como setups longos aumentam custos, estoques e atrasos na produção.

Etapa 2: Observar e mapear o setup atual

A base do SMED é a observação detalhada.

Nesta fase:

  • Registra-se o setup real (sem interferência inicial)
  • Mapeiam-se todas as atividades
  • Cronometra-se cada etapa
  • Identificam-se esperas, deslocamentos e retrabalhos

 

O objetivo não é acelerar, é enxergar.

Aqui ocorre um dos principais ganhos: muitas empresas descobrem que o tempo “oficial” de setup não representa o tempo real.

Etapa 3: Separar setup interno e setup externo

Este é o núcleo do SMED.

  • Setup interno: só pode ocorrer com a máquina parada.
  • Setup externo: pode ocorrer com a máquina rodando.

A pergunta-chave é:

O que hoje é tratado como interno poderia ser convertido em externo?

Conversões típicas incluem:

  • Preparação prévia de ferramentas
  • Pré-ajustes
  • Organização antecipada de materiais

 

Ao converter atividades internas em externas, o tempo de máquina parada reduz significativamente.

Etapa 4: Simplificar e padronizar o novo método

Após reorganizar atividades, o próximo passo é simplificar:

  • Eliminar ajustes desnecessários
  • Criar dispositivos simples
  • Reduzir movimentação
  • Organizar ferramentas

 

Em seguida, é fundamental documentar o novo padrão.

Sem padronização, a melhoria não se sustenta.

Etapa 5: Treinar e sustentar

SMED não termina na redução inicial.

É necessário:

  • Treinar operadores
  • Garantir alinhamento entre turnos
  • Acompanhar indicadores
  • Ajustar continuamente

A sustentação diferencia empresas que reduzem setup daquelas que apenas “testam” SMED.

Erros comuns na aplicação de SMED

Mesmo conhecendo as etapas, alguns erros são recorrentes:

Focar apenas no tempo final

Reduzir minutos sem entender o processo gera instabilidade.

Ignorar cultura

Mudança de setup altera rotinas. Sem envolvimento da equipe, há resistência.

Aplicar em tudo ao mesmo tempo

Foco diluído gera resultado superficial.

Não conectar com fluxo

SMED não é isolado. Ele impacta lote, estoque e lead time.

Como vimos em Como diminuir o tempo de setup, ações isoladas não sustentam resultado.

Boas práticas para aplicar SMED com sucesso

Alguns princípios aumentam significativamente a chance de sucesso:

  • Comece pequeno, mas com impacto estratégico
  • Envolva operadores desde o início
  • Documente antes e depois
  • Integre SMED ao sistema de melhoria contínua
  • Meça não só tempo, mas impacto no fluxo

SMED é uma ferramenta de transformação estrutural, não apenas operacional.

Conclusão

Aplicar SMED na prática exige método, disciplina e visão sistêmica.

Quando aplicado corretamente, ele:

  • Reduz tempo de setup
  • Libera capacidade produtiva
  • Diminui estoques
  • Aumenta a previsibilidade
  • Melhora a competitividade

 

Mas, quando aplicado sem diagnóstico ou maturidade, os ganhos são temporários.

O diferencial não está na ferramenta, está na forma como ela é inserida no sistema.

Próximo passo

Se você quer aplicar SMED com segurança, priorizando onde realmente gera impacto e evitando erros comuns, o próximo passo é estratégico:

Baixe aqui o Guia Prático de Redução de Setup com Método ou solicite um diagnóstico com a 2blean para entender onde sua operação está pronta para avançar.

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