Em muitas empresas, atrasos, filas e retrabalhos já viraram parte da rotina. Pedidos demoram mais do que o planejado, clientes pressionam por prazo e a equipe corre o tempo todo mas os resultados não acompanham.
O que poucos gestores percebem é que o problema raramente está na velocidade das pessoas ou das máquinas. Na maioria dos casos, o verdadeiro vilão é o Lead Time.
Neste artigo, você vai entender o que é Lead Time, por que ele é um dos principais indicadores de competitividade operacional e por que empresas que dominam esse conceito conseguem reduzir custos, ganhar previsibilidade e aumentar produtividade, mesmo sem grandes investimentos.
Afinal, o que é Lead Time?
De forma simples, Lead Time é o tempo total que um processo leva para entregar valor, desde o início até o fim.
Na prática, ele pode ser entendido como:
● O tempo entre o pedido do cliente e a entrega do produto
● O tempo entre a solicitação e a conclusão de um exame em um laboratório
● O tempo entre o recebimento e a expedição de um pedido na logística
● O tempo entre a entrada de uma ordem de produção e sua finalização na indústria
Importante: Lead Time não é apenas tempo de execução. Ele inclui:
● Esperas
● Filas
● Aprovações
● Retrabalhos
● Paradas
● Falta de informação
● Falta de padrão
E é exatamente aí que mora o problema.
Por que o Lead Time é muito maior do que deveria?
Quando analisamos processos de forma detalhada, um dado sempre chama atenção:
Na maioria das operações, menos de 10% do Lead Time é tempo que realmente agrega valor.
O restante é consumido por desperdícios que se tornaram invisíveis ao longo do tempo.
Alguns exemplos comuns:
● Materiais aguardando liberação ou inspeção
● Processos “parados” esperando decisão
● Produção empurrada, sem conexão com a demanda real
● Estoques intermediários que escondem problemas
● Falta de padronização que gera retrabalho
Esses desperdícios não aparecem nos relatórios tradicionais, mas impactam diretamente custo, prazo e qualidade.
Lead Time não é sobre correr mais rápido
Um erro comum nas empresas é tentar reduzir prazo:
● Aumentando ritmo
● Pressionando pessoas
● Criando horas extras
● Comprando máquinas
O resultado?
● Equipes exaustas
● Custos maiores
● Mais erros
● E, muitas vezes, o Lead Time continua alto
Isso acontece porque Lead Time não é um problema de esforço, é um problema de fluxo.
Empresas Lean entendem que:
Melhorar Lead Time é eliminar o que atrasa o processo não acelerar o que já funciona.
O impacto direto do Lead Time nos resultados do negócio
Quando o Lead Time é alto, os efeitos aparecem em várias frentes:
Custos operacionais
● Mais estoque em processo
● Mais capital empatado
● Mais retrabalho e correções
Nível de serviço
● Atrasos recorrentes
● Falta de previsibilidade
● Clientes insatisfeitos
Pessoas
● Sensação constante de urgência
● Apagar incêndios todos os dias
● Baixo engajamento da equipe
Gestão
● Dificuldade de planejar
● Indicadores que não refletem a realidade
● Decisões reativas, não estratégicas
Não por acaso, empresas altamente competitivas atacam o Lead Time antes mesmo de falar em produtividade.
Por que o Lead Time é um pilar do Lean?
No pensamento Lean, reduzir Lead Time significa:
● Criar fluxo
● Reduzir variabilidade
● Expor problemas
● Tornar o processo previsível
Quando o Lead Time diminui:
● O custo cai naturalmente
● A qualidade melhora
● A produtividade aumenta como consequência
● A gestão ganha clareza e controle
Ou seja, Lead Time é um indicador de maturidade operacional.
Um alerta importante para gestores
Se a sua operação:
● Vive com atrasos constantes
● Depende de “heróis” para entregar
● Tem muita urgência e pouca previsibilidade
● Trabalha sempre no limite
É muito provável que o Lead Time esteja sendo consumido por desperdícios invisíveis.
E a boa notícia é que, na maioria dos casos, há muito espaço para melhoria sem investimentos pesados apenas com método, análise e disciplina.
Como identificar onde seu Lead Time está sendo perdido?
O primeiro passo não é mudar tudo.
É enxergar o processo como ele realmente é, e não como ele deveria ser.
Empresas que evoluem começam fazendo perguntas simples:
● Onde o processo para?
● Onde se formam filas?
● Onde existem decisões sem padrão?
● Onde o trabalho depende da experiência de poucas pessoas?
Responder a essas perguntas é o início de qualquer transformação Lean consistente.
Quer dar o próximo passo?
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